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Startups precisam pensar no longo prazo, afirmam especialistas

Para uma startup pequena, o importante é ter um planejamento grande, mas sem buscar ser avaliada prematuramente. Essa foi a conclusão do painel de abertura com especialistas em investimento do 14º Tela Viva Móvel, evento organizado pela Converge Comunicações e iniciado nesta terça-feira, 5, em São Paulo.

Os alvos da investidora DLM são empresas com faturamento entre R$ 15 milhões e R$ 150 milhões, além de margem Ebtida acima de 20%, nas quais ela participa como minoritário. O sócio da companhia, Paulo Sérgio Caputo, explica que a intenção é investir em negócios com planejamentos de longo prazo. "Pegamos empresa cujo objetivo é, de preferência, sair com IPO ou outra rodada de fundo de private equity", declara. Ele chama atenção também para que as empresas procurem se adequar às tendências. "Tem que começar a pensar em mobile-first software, não é um mundo mais que você tem que transformar uma aplicação tradicional, ela já tem que ser construída com conceitos de mobilidade inseridos."

A CEO da Gema Ventures, Luísa Ribeiro, alerta para os perigos da ansiedade do empreendedor, que acha que, uma vez assegurado o investimento, as coisas se acalmariam e ele poderia gastar e realizar as atividades tranquilamente. "Acho que é o oposto, é aí que a tensão começa. É uma busca contínua, a cada passo, mais a pressão e cobrança aumentam". Luísa concorda com Caputo em relação à diluição de participação do fundador. "Quando o investidor vê que está diluído, isso não o motiva."

A participação do investidor na startup também é um ponto a ser observado, pois é preciso haver equilíbrio na intervenção. "O fundo vai querer interferir na gestão caso você faça coisas loucas e erradas, enquanto a empresa quer apoio e, no dia a dia, tocar o trabalho tranquila", afirma CEO e sócio fundador da empresa de entregas rápidas Loggi, Fabien Mendes.

"É importante que tenha escalabilidade, pois os investidores buscam empresas que tenham potencial de crescimento", declara o CEO e cofundador da Zenvia, Cássio Bobsin. Na visão dele, os empreendedores não querem ser diluídos – isto é, ter sua participação tornada inócua quando a empresa cresce. Mas é necessário também manter os pés no chão. "O empreendedor gosta mais do produto do que do problema, ele acredita que sua solução é única e melhor do que qualquer outro player global", diz, ressaltando que o mesmo produto pode ser copiado pela concorrência em questão de meses.

Bobsin compara o planejamento e a governança com a prática de exercícios físicos em casa – é mais difícil fazer sozinho. "Mas quando se tem outras pessoas envolvidas, tem responsabilidade e processo, cria disciplina". Além de atuar nessa companhia, que atua em parceria com provedores de conteúdo e operadoras para serviços móveis e de valor adicionado, pretende manter uma taxa de crescimento médio anual (CAGR) de 90% que vem mantendo desde 2007, Bobsin é fundador e presidente do conselho da aceleradora de startups WOW, que conta com 56 investidores, conta com 18 startups aceleradas e espera terminar o ano com 23 startups.

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