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Plano de negócio: por que minha empresa precisa de um?

Por mais simples e automática que seja, qualquer atividade que exercemos exige um mínimo de planejamento, que seguimos mesmo sem perceber.

No dia a dia, por exemplo, até de forma inconsciente nos orientamos por planos que criamos com base em nossas vontades, necessidades e, também, naquilo que nos foi transmitido pela educação recebida da família e da escola, além dos hábitos adquiridos ao longo da vida.

Se pensamos em viajar de férias, por exemplo, é preciso escolher o meio de transporte e os trajetos, além da hospedagem e dos passeios. Ao mesmo tempo, devemos pensar nas formas de pagamento das despesas e, é claro, na volta.

Ora, se é importante a atenção para planejar uma viagem de férias, devemos ficar ainda mais atentos quando pretendemos abrir um negócio.

Nesse post, vamos mostrar a você o quanto um plano de negócio é importante, independente do tamanho que uma empresa tenha, e daremos bons motivos para que ele seja elaborado. Acompanhe!

1. O que é um plano de negócio?

Nos exemplos dados acima, vimos que, nas tarefas rotineiras e também nas tarefas especiais, precisamos seguir algum plano para que tudo aconteça de acordo com um mínimo de previsão. Da mesma forma, em uma empresa, é preciso que haja um plano que direcione as iniciativas a serem adotadas, para que o empreendimento chegue aos resultados pretendidos.

Portanto, o plano de negócio é a referência sobre o que todos os setores de uma empresa devem fazer em curto, médio e longo prazo, visando cumprir objetivos específicos para cada questão a ser abordada.

Sendo assim, o plano de negócios parte de um princípio — que será orientado pela finalidade da empresa e pelos recursos que ela tem disponíveis para empreender — e segue uma série de ordenamentos, que definirão a forma como cada setor deve atuar para que os objetivos estabelecidos sejam alcançados.

Adotando essa estratégia, é possível perceber uma situação presente com os olhos no futuro, definindo todos os elementos que orientarão as decisões dos gestores.

Essas resoluções serão feitas com base na compreensão da tecnologia e dos recursos financeiros e humanos que serão necessários para que as metas estabelecidas sejam alcançadas. O plano de negócios serve como um mapa que mostra as iniciativas a serem adotadas e o percurso que se deve seguir para alcançar o destino final com sucesso.

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2. A importância do plano de negócio

No mundo dos negócios, a emoção e o engrandecimento são resultados desejáveis. Porém, quando uma empresa passa a não gerar lucros, evidenciam-se as consequências negativas que podem terminar muito mal, com sérios prejuízos e até a inviabilidade do empreendimento.

Por isso, quando estamos lidando com o mundo empresarial, precisamos avaliar os riscos de uma aventura. Eles devem ser bem conhecidos e uma série de precauções precisa ser adotada para que eles sejam neutralizados.

Ao mesmo tempo, é necessário extrair o melhor desempenho da empresa, no melhor tempo possível e de acordo com o que o mercado espera. Para tanto, o plano de negócios serve como um orientador das ações. Com ele, podemos conceber a que ponto é possível chegar com os recursos disponíveis e o que deve ser realizado, se houver a necessidade de ir mais longe.

Ao mesmo tempo, com o planejamento adequado, há como antever as vantagens e as desvantagens de seguir determinados caminhos, comparando com os resultados que serão obtidos em curto, médio e longo prazo. Com esses conhecimentos, o gestor pode tomar decisões estratégicas, que direcionarão o futuro da empresa e especificarão a maneira como ela existirá, quando esse futuro chegar.

3. Os motivos para criar um plano de negócio

Antever o futuro da empresa e saber quais caminhos podem ser seguidos para chegar a ele seriam dois motivos suficientes para nenhum empreendedor dispensar o plano de negócio. Porém, há motivos complementares, que merecem ser conhecidos:

3.1 Indica a viabilidade de um empreendimento

No universo empresarial são frequentes as ideias que aparentam ser excelentes, mas resultam em negócios fracassados, e também as que são inusitadas (ou não aparentam ser tão interessantes), mas se tornam sucesso absoluto.

De fato, uma boa ideia é um princípio desejável para um empreendimento, mas ela não é suficiente para garantir que o negócio seja viável.

Para tanto, o plano de negócio tem o poder de indicar a melhor forma de abordar o mercado com tal concepção, a fim de torná-la viável como negócio.

3.2 Estabelece estratégias realistas

Com um plano de negócio bem definido e dimensionado de acordo com dados consistentes, que retratem a verdadeira situação financeira, contábil e comercial da empresa, o empreendedor tem como estabelecer estratégias realistas, definindo metas que realmente possam ser alcançadas.

3.3 Identifica necessidades

Ao mesmo tempo, é possível perceber em quais pontos a empresa é deficiente, tendo em vista o que deseja alcançar. Assim, o gestor pode identificar as necessidades de investimento em pessoal, em desenvolvimento de produtos e em tecnologia, entre outras que possam contribuir para o desenvolvimento do negócio.

3.4 Define metas para as equipes

Quando a equipe trabalha sem direcionamento claro, apenas cumprindo de maneira mecânica as ordens que recebe, a empresa perde bastante com a falta de aproveitamento da real capacidade de desempenho dos colaboradores.

Por outro lado, quando as metas são estabelecidas e os desafios ficam claros, o time se sente estimulado a tomar iniciativas que contribuirão bastante para uma maior produtividade.

3.5 Cria alguma previsibilidade para as realizações

Ao mesmo tempo, com o plano de negócio, a empresa passa a encarar o mercado de maneira consciente, ao invés de agir de forma improvisada, lidando com os sucessos e com os fracassos do empreendimento na medida em que eles se apresentam.

Com isso, as realizações e as perspectivas de crescimento se tornam concretas, indo além da vontade e da imaginação do empreendedor, uma vez que elas surgem a partir de um raciocínio lógico bem definido.

3.6 Indica caminhos de médio e longo prazo

Lidar com as questões diárias, na medida em que os fatos acontecem, é algo orgânico que, bem ou mal, qualquer empresa desenvolve. Por outro lado, trabalhar com perspectivas de médio e de longo prazo exige que os caminhos a serem seguidos também sejam previstos.

Quando um plano de negócio é estabelecido, investimentos com retornos de médio e de longo prazo — como os necessários para a pesquisa e o desenvolvimento de produtos — passam a ser devidamente considerados.

Sem um plano de negócio, um empreendedor pode resistir na hora de fazer um investimento em um maquinário que não dará retorno imediato. Com o planejamento correto, porém, ele será capaz de prever os resultados futuros do investimento, percebendo que a lucratividade virá no momento apropriado.

3.7 Facilita a captação de investimentos

Quando um investidor consegue perceber de onde uma empresa vem, onde ela está e para onde vai, ele também pode avaliar se vale ou não investir naquele empreendimento.

Com a existência de um plano de negócio, é possível mostrar ao mercado como foi o desempenho da empresa no passado, como ele é no presente e para qual ponto ela está caminhando. Dessa forma, tornam-se claras as possibilidades de ganhos para quem investir, o que facilita a captação de recursos.

3.8 Favorece o crescimento da empresa

O crescimento de uma empresa depende de vários fatores associados à economia, ao ramo de atividade, à qualidade do que produz e comercializa (ou dos serviços que presta), à concorrência, à capacidade empreendedora do gestor e a muitas outras questões.

Portanto, ter um plano de negócio não assegura que a empresa crescerá. Ao adotar essa estratégia, contudo, o negócio diminui bastante as possibilidades de erros e aumenta o potencial dos resultados positivos, o que contribui de maneira realista para o seu crescimento.

4. Como criar um plano de negócio

Um plano de negócio é um projeto específico, que deve ser dimensionado de acordo com o porte e com a área de atuação da empresa. Existem elementos particulares que devem ser considerados caso a caso.

Uma empresa que faz vendas pela internet, por exemplo, deve ter uma atenção especial com relação à logística das entregas, um aspecto que não tem qualquer relevância para quem monta um restaurante que só atende localmente.

Há, porém, pontos básicos que são necessários em qualquer plano de negócio. Veja a seguir:

4.1 Sumário executivo

Esse é o primeiro passo a ser dado na elaboração de um plano de negócio. Nele, fazemos um resumo do que será o plano em si. Ou seja, não estamos tratando aqui de uma introdução ou de uma justificativa, mas sim de um verdadeiro sumário, onde serão listados os pontos abaixo.


    • Resumo dos principais aspectos do plano de negócio:
    indicação do que é o negócio em si, dos principais produtos e/ou serviços, dos clientes, de onde a empresa será instalada, de quanto será investido, do faturamento e do lucro mensal esperados, além do tempo de retorno do capital investido;
  • Dados pessoais dos empreendedores: nome completo, endereço e telefone dos empreendedores, além do papel que eles desempenharão na empresa e de breves currículos que especifiquem a experiência profissional de cada um.
  • Dados do empreendimento.
  • Missão da empresa: definirá o que é o negócio e quais são os clientes, os valores que a empresa entregará e a importância social do empreendimento (geração de empregos, atendimento das necessidades dos clientes etc.).
  • Setor de atividade: agropecuária, indústria, comércio, serviços ou outro.
  • Forma jurídica.
  • Enquadramento tributário.
  • Capital social.
  • Fontes de recursos.

4.2 Análise de mercado

Aqui será feita a identificação das características gerais dos clientes. Se forem pessoas físicas, é preciso especificar os seguintes dados:


    • Faixa etária;
  • Sexo (masculino ou feminino);
  • Atividade profissional;
  • Faixa de remuneração;
  • Grau de escolaridade;
  • Lugar onde mora.

Se os clientes forem pessoas jurídicas, devem ser definidos:


    • Ramo de atuação;
  • Tipos de produtos e/ou serviços que oferece;
  • Porte da empresa.

Em seguida, interesses e comportamentos dos clientes devem ser previstos, buscando especificar os hábitos de consumo, os locais onde costumam comprar e os preços que estão dispostos a pagar. Também é importante identificar o que estimula esses consumidores a comprar — preço, prazo, qualidade ou atendimento, por exemplo.

Por fim, a análise de mercado deve estabelecer qual será a abrangência da empresa (bairro, município, estado ou país). Caso a pretensão seja de atuar internacionalmente, isso também deve ser indicado.

4.3 Concorrência

O plano de negócio precisa prever quais são os principais concorrentes que a empresa terá, levando em consideração os pontos fortes que eles apresentam e as vulnerabilidades que possam ser exploradas para atrair os clientes.

Preços, prazos, qualidade, horário de funcionamento, disponibilidade de entrega em domicílio, atendimento online e por telefone, entre outros, são aspectos que precisam ser observados. Nesse ponto, procure responder de qual forma o consumidor do concorrente pode ser atraído para o seu negócio.

4.4 Estudo dos fornecedores

Em grande medida, o sucesso de um empreendimento está condicionado à capacidade de comprar o que é necessário para o seu desempenho. Portanto, o plano de negócio deve deixar claro quais são os fornecedores, levando em consideração todos os itens: matérias-primas, equipamentos, mobiliário, ferramentas, utensílios, embalagens, entre outros.

Esse levantamento deve servir de base para o cadastro dos fornecedores, que será feito considerando os preços praticados, a qualidade dos produtos, as condições de pagamento e os prazos de entrega. Essas informações terão utilidade na especificação do investimento inicial necessário para abrir a empresa e das despesas que o negócio vai gerar ao longo do tempo.

4.5 Plano de marketing

Dentro do plano de negócio, é importante definir também o plano de marketing do empreendimento. Nele, serão incluídos os seguintes pontos:

- Descrição dos principais produtos e serviços;
- Preços que serão praticados;
- Estratégias promocionais a serem adotadas;
- Estrutura de comercialização e atendimento aos clientes;
- Localização do negócio.

4.6 Plano operacional

O plano operacional contém o arranjo físico do estabelecimento, especificando o layout de todas as instalações, com a definição da alocação de móveis e de equipamentos que serão utilizados, de acordo com as características do negócio.

Portanto, essa parte do plano de negócio estabelecerá a função que cada espaço receberá no imóvel que será ocupado pela empresa. O plano operacional também deve prever a capacidade de exercício. Nele, estão incluídas as capacidades: produtiva (para indústrias); de comercialização de produtos (para empresas comerciais); ou de atendimento (no caso das prestadoras de serviços).

Nesse momento, também devem ser previstos os processos operacionais em cada etapa, que podem ser de atendimento a clientes, de produção, entre outros. Ainda precisam ser previstas as rotinas administrativas, as tarefas que serão realizadas e a quem serão atribuídas as responsabilidades para cumpri-las.

Portanto, o plano operacional também deve especificar o pessoal a ser contratado para que a empresa desempenhe as atividades.

4.7 Plano financeiro

O plano financeiro é o espaço do plano de negócio no qual são definidos os investimentos que precisarão ser realizados para a instalação da empresa, o início e a manutenção das operações, o capital de giro e a previsão de faturamento e de lucro.

É importante ressaltar que quanto maior for o detalhamento do plano financeiro, melhor será o resultado da gestão de recursos do negócio.

Portanto, leve em consideração todos os pontos a seguir:


    • Faça uma estimativa dos investimentos fixos, detalhando de que maneira o capital será investido;
  • Defina o capital de giro necessário para que o negócio funcione, estipulando a necessidade de estoque inicial e o caixa mínimo que deve ser mantido na empresa;
  • Preveja os investimentos pré-operacionais (gastos realizados antes de a empresa ser aberta e necessários ao seu funcionamento, como despesas com reformas, registros, etc);
  • Definidos os investimentos fixos, o capital de giro e as despesas pré-operacionais, faça um quadro resumo que especifique o investimento total necessário para abertura da empresa;
  • Faça uma estimativa do faturamento mensal da empresa;
  • Estipule também o custo unitário de matéria-prima, dos materiais diretos e das terceirizações;
  • Preveja os custos de comercialização;
  • Apure os custos dos materiais diretos e/ou das mercadorias vendidas;
  • Faça a estimativa dos custos com mão de obra;
  • Deduza também o custo de depreciação de máquinas, veículos, equipamentos, mobiliários e de todo o investimento feito na empresa;
  • Estipule os custos fixos operacionais mensais;
  • Reúna informações sobre as estimativas de faturamento e os custos totais fixos e variáveis do negócio, traçando um demonstrativo de resultados e buscando prever a possibilidade da empresa operar inicialmente com lucro ou prejuízo;
  • Defina dos indicadores de viabilidade.

Nesse último ponto do plano financeiro, os indicadores de viabilidade serão definidos a partir dos seguintes aspectos:

Ponto de equilíbrio (representa o faturamento que uma empresa precisa ter em um determinado período para conseguir pagar todos os custos);


  • Lucratividade do negócio, mede o lucro líquido obtido ao longo de um determinado período;
  • Rentabilidade, que indica qual a taxa de retorno do capital investido no negócio;
  • Prazo de retorno, que é o tempo necessário para conseguir percebê-lo.

4.8 Construção de cenários

A avaliação de cenários é uma etapa posterior ao plano de negócio, mas pode ser considerada no mesmo escopo dessa atividade, uma vez que ela trabalhará com uma previsão dos caminhos possíveis para a empresa.

Para tanto, procure fazer uma simulação de situações de adversidade e sucesso inesperado pelas quais a empresa possa passar. Afinal, quando um empreendimento se inicia, é natural que as expectativas de sucesso sejam as melhores.

Se não fosse assim, talvez a empresa sequer fosse aberta. Porém, é preciso considerar que nem sempre as coisas caminham de acordo com o planejado, o que exige uma boa capacidade de reação do empresário.

Por outro lado, os resultados podem ficar muito acima do esperado, o que exigiria também a habilidade do empreendedor para lidar com o sucesso extremo — que nem sempre se apresenta.

Sendo assim, prepare cenários pessimistas, considerando reveses de mercado, como queda do volume de vendas, aumento dos custos e outras situações que possam prejudicar o desempenho do negócio.

Em seguida, procure responder de que maneira a empresa deve reagir diante de situações do tipo. Prepare também cenários otimistas, considerando um volume de vendas muito acima do esperado, a diminuição das despesas e outros fatores que possam ser favoráveis à empresa.

Identifique, então, quais atitudes serão tomadas para conseguir atender à maior demanda dos clientes, a maneira como a maior rentabilidade será reinvestida e outras reações que possam potencializar o bom desempenho do negócio.

Antecipando cenários pessimistas e otimistas, a tomada de decisão se torna muito mais tranquila e ágil caso as situações não programadas aconteçam.

Conclusão

O empreendedorismo é capaz de transformar algo que antes estava apenas na imaginação de alguém em meios de geração de lucros e ganhos sociais.

Contudo, para atingir o sucesso, além da força de vontade e da disposição para o trabalho, o empreendedor precisa se cercar de ferramentas gerenciais robustas, que consigam suportar todas as variáveis a serem enfrentadas por uma empresa.

Como vimos, o plano de negócios é um recurso consistente, de extrema utilidade e necessário para dar segurança ao empreendedor. Agora que você já sabe tudo que é necessário para elaborá-lo, que tal entender melhor como usar o SMS no atendimento ao cliente?

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